sábado, 1 de setembro de 2007

EIXO: movimento

INTRODUÇÃO


O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior o controle sobre seu próprio corpo, engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam, etc.
O movimento humano é portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.

A CRIANÇA E O MOVIMENTO

As diversidades de práticas pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento cotidiano das creches, pré-escolas, e instituições. Além do objetivo disciplinar á também o objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer que no inicio do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a dimensão objetiva que corresponde as competências instrumentais, para agir sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligado a expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma freqüente. Exemplo: é como os gestos podem ser utilizados, pra pontuar a fala, por meio de movimentos das mãos e do corpo, o manuseio de objetos também são específicos na atividade cotidiana como, lápis, bolas, cordas, etc.
Na Educação Infantil, os jogos, os brinquedos, a dança e as práticas esportivas, revelam por seu lado a cultura corporal de cada grupo social, influenciando a questão motora da criança. Assim muitas instituições estão investindo cada vez mais neste tipo de atividade, fazendo parte da rotina escolar e incorporando os diferentes significados que lhe são atribuídos.


PRIMEIRO ANO DE VIDA

Nessa fase predomina a dimensão subjetiva do movimento, o diálogo afetivo que se estabelece com o adulto, caracterizando pelo toque corporal, manipulação de voz, expressão de sentido constituem um espaço de aprendizagem, a criança imita e cria suas reações. Antes de aprender a andar, a criança pode desenvolver formas alternativas de locomoção como arrastar-se ou engatinhar, essas ações permitem que o bebê descubra os limites do próprio corpo. Com o primeiro ano vem a conquista do gesto de preensão, locomoção e equilíbrio, isso oferece a criança a exploração de espaço, manipulação de objetos e realizar atividades diversificadas e desafiadoras.


CRIANÇAS DE UM A TRÊS ANOS

Logo que aprende a andar, a criança se diverte com a independência e por uma maior disponibilidade das mãos a coordenação motora é mais segura possibilitando a manipulação de objetos. Outro aspecto é o desenvolvimento dos gestos simbólicos, tanto na função indicativa que é o pintar, apontar, dar tchau, etc. Como no faz-de-conta, colocando os braços na posição de ninar, as balançam fazendo de conta que estão embalando uma boneca.
No plano de consciência corporal, nessa idade a criança começa a conhecer a imagem de seu corpo e, suas características físicas que é fundamental para a construção de sua identidade, o educador pode organizar o ambiente com materiais que propiciam essa descoberta, os segurando e valorizando suas atividades cotidianas.


CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS


Nessa faixa etária constata-se uma ampliação do repertório de gestos instrumentais, como recortar, colar, encaixar peças, etc. Além disso permanece a tendência lúdica da motricidade, sendo comum a criança ter atenção desviada para vários brinquedos ao mesmo tempo.
Gradativamente seu movimento se reflete na capacidade de planejar antecipações ou seja, pensar antes de agir, assim a criança planeja seu próprio movimento. O maior controle sobre a própria ação resulta em diminuição da impulsividade motora que predomina quando bebê.
As práticas culturais oferecidas pelo meio desenvolve capacidades e constrói repertórios próprios, como habilidade de subir em árvores, escalar, pular distâncias, etc., devida a essa variedade de cultura a criança se torna privilegiada em seu desenvolvimento, podendo o professor com isso propor atividades em que a criança de forma mais sistemática descubra ainda mais seus sinais vitais e de alterações como a respiração, os batimentos cardíacos e sentimentos que podem ser trabalhados como experiências vencidas por meio do ambiente.
ORIENTAÇÕES GERAIS – CONCLUSÃO


É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visam auxiliar e devem ser amplos o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se desenvolvendo ou não perante os demais, principalmente nos berçários, onde a atenção deve ser redobrada para uma possível resolução futura.

domingo, 26 de agosto de 2007

Eixo: linguagem oral e escrita.



Objetivos de 0 a 3 anos

Participar de variadas situações de comunicação oral;
Interessar se pela leitura de histórias;
Familiarizar se com a escrita por meios de livros, revistas, história em quadrinhos.Etc...
Conteúdos de 0 a 3 anos
· Uso da linguagem oral para conversar, relatar suas vivencia e expressar desejos, vontades, necessidades.
· Participação em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos.
· Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita
· Observação e manuseio de materiais impressos.
Orientações Didáticas

As diversas situações cotidianas que o adulto fala com/ou perto da criança, permitem que a criança conheça e apropria-se do universo discursivo.
O professor tem de manter sempre um diálogo com o bebê e criança.
O adulto tem de utilizar a fala de maneira clara sem infantilizar ou imitar o jeito da criança.
O Professor pode se apropriar de varias maneiras para estimular a linguagem em sala, através da música, do canto e a escuta de histórias.
O professor pode orientar os pais, para compartilhar essa nova descoberta da criança em casa.
O professor deve ampliar as condições da criança de manter-se no próprio texto falado. Para tanto, deve escutar a fala da criança, deixando-se desenvolver por ela.
O professor pode funcionar como apoio ao desenvolvimento verbal das crianças.
O professor tem um papel importante de “evocador” de lembranças.
A tarefa da educação infantil é ampliar e ser continente da fala das crianças para que ela se torne competente como falante.

Avaliações de 0 a 3 anos

A avaliação deve ser continua.

Deverá constituir-se em instrumento para a reorganização de objetos, conteúdos, procedimentos, atividades e como forma de acompanhar e conhecer cada criança e grupo.

A observação cuidadosa sobre cada criança e sobre o grupo.

A expressividade do movimento e sua dimensão instrumental.

Experiências prioritárias para a aprendizagem do movimento realizada pelas crianças.

Objetivos de 4 a 6 anos

Ampliar suas possibilidades de comunicação e expressão.

Familiarizar-se com a escrita por meio de livros, revistas e outros textos.

Escutar textos lidos, pelo professor.

Interessar-se por escrever palavras e textos.

Reconhecer seu nome escrito.

Escolher os livros para ler e apreciar.

Conteúdos de 4 a 6 anos

· Falar e Escutar;

· Práticas de Leitura;

· Práticas de Escrita.


Orientações Didáticas

Ambiente alfabetizador.

Promover situações de usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças tenham a oportunidade de participar.

Preparar convites para as reuniões de pais.

Participação das crianças nos eventos de letramento.

Práticas de textos de literatura geral e infantil.

Escolha de um tema para trabalhar com projetos e objetivos.

Avaliação de 0 a 3 anos

A avaliação é um importante instrumento para que o professor possa obter dados sobre o processo de aprendizagem de cada criança.

A avaliação deve se dar de forma sistemática e contínua ao longo de todo o processo de aprendizagem.


As situações de avaliação devem se dar em atividades contextualizadas para que se possa observar a evolução das crianças. A observação é o principal instrumento para que o professor possa avaliar o processo de construção da linguagem pelas crianças.

São consideradas experiências prioritárias para as crianças de zero a três anos a utilização da linguagem oral para se expressar e a exploração de materiais escritórios. O professor pode também observar se a criança reconhece e utiliza gestos, expressões fisionômicas e palavras para comunicar-se e expressar-se; se constitui um repertório de palavras, frases e expressões verbais para fazer perguntas e pedidos; se é capaz de escutar historias e relatos com atenção e prazer etc.


Avaliações de 4 a 6 anos
· Participação de conversas, utilizam diferentes recursos necessários ao diálogo, interessando-se pela leitura e para ouvir histórias.
· Ampliaram seu vocabulário, incorporando novas expressões e utilizando expressões de cortesia.
· Na leitura, as crianças pedem para que o professor leia, fazem comentário sobre o que leram e escutaram, recomendam a leitura que os interessou aos companheiros.
· Quanto a Pratica de escrita e de produção de textos, se interessam por escrever seu nome e o nome das outras pessoas.
· Mesmo sem a exigência e que as crianças estejam alfabetizadas ao seis anos, todos os aspectos envolvidos no processo da alfabetização deve ser considerados.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

poema (criança)


Olavo Bilac: A Boneca.


Deixando a bola e a peteca ,

Com quem ainda há pouco brincavam ,

Por causa de uma boneca

Duas meninas brigavam.



Dizia a primeira: "É minha"!

"É minha!" a outra gritava ;

e nenhuma se continha

nem a boneca largava.


Quem mais sofria (coitada!)

Era a boneca . Já tinha

toda a roupa estraçalhada,

e a amarrotada a carinha.


Tanto puxaram por ela , que a pobre rasgou-se ao meio ,

perdendo a estopa amarela

que lhe formava o recheio.


E, ao fim de tanta fadiga,

vltando à bola e à peteca ,

ambas , por causa da briga,

ficaram sem a boneca ...

sábado, 4 de agosto de 2007

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Olá a todos. Sejam bem vindos ao meu primeiro blog educacional.





Neste espaço estaremos discutindo acerca da Organização do Trabalho Pedagógico na Educação Infantil. Espero que gostem e aproveitem o máximo!